Wednesday, September 30, 2009

Aulas de Teatro I e II, Centro de Formação Cultural, Contagiarte, Porto - começa em Outubro



©HUGO LIMA

Nesta oficina serão trabalhados os signos teatrais: geografia cénica, corpo, acção e texto.

Os participantes serão convidados a criar os artifícios de uma peça de teatro e ao longo deste percurso, verão afinal que estes artifícios têm de ser verdadeiros e vindos do fundo da alma.

Numa primeira fase da oficina, as actividades centram-se no jogo, no prazer de jogar e estar com os outros (semelhante ao gozo do actor em representar e contracenar). Despertado o corpo, desinibida a mente, virá a movimentação no palco através de exercícios de improvisação. Complementando estes elementos virá o texto. Mediante o excerto de peças de teatro, aos participantes será colocado o desafio de articular tudo isto de uma forma verdadeira e universal (compreensível para todos).


Pegaremos em textos da dramaturgia ocidental, onde o texto é crucial e abundante, encarnaremos personagens, mas sem esquecer o corpo e as acções. O silêncio é tão ou mais importante do que as palavras, as relações entre as pessoas estabelecem-se por fios invisíveis e indizíveis. Por isso, nesta oficina iremos lentamente, tecer esses fios que seguram a teia de uma peça de teatro.

Como o público é o elemento essencial do teatro, ele não poderia ser esquecido. Assim sendo, grande o objectivo, ou a meta final, deste Teatro I é o levantamento, montagem e apresentação de um espectáculo de teatro.

Teatro I

Iniciação

Sexta-feira: 20h00-22h00

Mensalidade: 30Eur

Teatro II

Intermédios

Quarta-feira: 20h00-22h00

Mensalidade: 30Eur

Orientadora: Margarida Fernandes

MARGARIDA FERNANDES é actriz e professora de expressão dramática de crianças, adolescentes e idosos. Já encenou A Casa de Bernarda Alba de Federico García Lorca. Participou como autora dos textos do espectáculo de teatro Um Acordar Cinzento e Cheio de Sono. Recentemente descobriu o gosto por ser Criadora e Contadora de Histórias. Vive no Porto.

Monday, September 21, 2009

A criatividade

Uma conferência excepcional com ideias pertinentíssimas:
a educação destrói a criatividade?
a universidade cria a educação à sua imagem e semelhança?
que estatuto da dança e teatro (drama) na educação?


Saturday, September 19, 2009

Monday, September 14, 2009

Curso Livre de Teatro - ESAP




Curso livre de teatro da ESAP que inclui as áreas de Interpretação, Jogo Dramático, Voz e Dramaturgia

Público Alvo: Público em geral

Mínimo de 10, máximo de 15 inscrições

21 a 25 de Setembro, das 18h às 21H

valor da inscrição (estudantes da ESAP/outros): 35 euros/ 40 euros

docentes responsáveis: Roberto Merino, Margarida Machado, Nuno Meireles e José Couto/docentes do Curso de Teatro da ESAP


- outros cursos livres em http://www.esap.pt/downloads/calendarizacao%20CL%2011set2009.pdf

Monday, September 7, 2009

Isabel Alves Costa

Hesitei muito em escrever sobre Isabel Alves Costa, ou antes, sobre o seu falecimento.

Como bem apontou o Luís Campião este blog começa a tornar-se um imenso obituário das pessoas grandes ou queridas do teatro.

Não sei o que se passa este ano, está a ser um ano de abandono.

Soube do desaparecimento de Isabel Alves Costa noutro ponto do globo e noutro ponto de emoção e expectativa, nunca me pareceu justo que ela tivesse morrido e esse luto que não fiz acompanhou-me durante todo o tempo em que estive fora, à procura de outras coisas quando a morte visitara a cidade e uma das pessoas que - se o pudessemos dizer - menos o merecia.

Há pessoas de que conhecemos a grandeza artística e outras de que conhecemos o coração e o carácter, de Isabel Alves Costa posso dizer que tinha tanto a grandeza e a inteligência como o carácter.

Era a mais extraordinária professora portuguesa que alguma vez tive. Era também aguerrida e sabia ser áspera, mas tinha uma força que dirigia a criar condições, estruturas, textos, quando outros - muitos outros - criam politiquíces.

Foi maltratada em várias situações, algumas que se conhecem e são públicas, outras ainda não. E tudo, digo-vos, porque era uma mulher muito mais capaz que a súcia que anda por aí.

Escreveu ou colaborou na escrita de vários livros dedicados à Expressão Dramática, Fantoches, e formação dos professores para que estes possam interagir na expressão dramática das crianças.

Doutorou-se quando isso ainda não estava em moda com uma tese bestial, publicada com o nome de O Desejo de Teatro.

Tinha e alimentava um enorme desejo de teatro e fazia-o nas aulas, nos projectos que dirigiu ou dirigia.

Pôs o Rivoli no mapa da dignidade durante 10 anos até que a corja ignara decidiu que devíamos voltar à degradação.

Dirigia actualmente as Comédias do Minho, projecto-estrutura de verdadeira descentralização teatral de qualidade, na qual tinha um orgulho pujante que, se não era essa a sua identidade, então é assim que a lembro mais.

Era uma mulher importante na cidade e isso não a impedia de receber este ex-aluno em várias ocasiões relacionadas com espectáculos ou investigações académicas.

No seu cartão de visita/apresentação tinha escrito Consultora e nunca me pareceu como na altura que esta palavra fosse tão justa.

Numa cidade que anda a boiar na lama cultural em vários pontos estratégicos, esta mulher extraordinária era razão de orgulho por se relacionar com o mundo, com a contemporaneidade, por ser simultamente investigadora universitária e interlocutora estimulante e estimuladora.

O que eu ganhei consigo Professora foi perceber que pode haver afecto com exigência, que pode haver cultura e desejo de teatro, que pode haver mais uma criança na cidade. E hoje, ainda hoje, choro por si.

 

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