Wednesday, December 9, 2009

EXERCÍCIO-HOMENAGEM A ANTÓNIO PEDRO


Hoje, dia 9 de Dezembro de 2009, o pintor, escritor, tradutor, dramaturgo, poeta, ensaísta, historiador de arte, professor, ceramista, cenógrafo e encenador de teatro António Pedro faria 100 anos.



Hoje, nos dias que correm, em que nos parecemos demarcar de um passado que não reconhecemos ou não queremos reconhecer como nosso, é quando mais urge olhar para trás e em volta e perceber quem nos fez o que somos.

Hoje, no fim de Dezembro de mais um ano do Sec.XXI, precisamos de reparar que mesmo aqui ao lado, ou há pouco tempo, o nosso mundo (artístico, teatral, portuense) deu um salto, graças a António Pedro. Foi um salto maior que nós e maior que a nossa medida. Terá sido mais pequeno que a Europa e muito mais pequeno que o mundo em relação ao qual estamos num constante jet lag. Mas foi o nosso salto. E devemos estudá-lo, olhá-lo com a admiração que se deve aos pioneiros e honrá-lo.

António Pedro, além de pintor surrealista (e um dos primeiros em Portugal) além de ambicioso historiador de arte, além de escritor e poeta, foi também um verdadeiro homem de teatro, encenando, traduzindo, teorizando, escrevendo para e sobre o teatro. É nessa sua qualidade que o homenageamos neste Exercicio-Homenagem.



Numa altura (anos 50-60) em que o teatro em Portugal e no Porto em particular estava longe de ser de referência, António Pedro - no recém-criado e ainda semi-profissional Teatro Experimental do Porto - levava à cena o melhor da dramaturgia mundial, dos clássicos Molière e Shakespeare aos contemporãneos Eugene O´Neill e Arthur Miller, passando pelo (na altura) emergente Bernardo Santareno e o importante António José da Silva.

Levar à cena só por si não basta, mas se recordarmos que se saudava o verdadeiro experimentalismo destas peças perceberemos o seu arrojo e ambição. Adjectivos que há mais de cinquenta anos uma companhia de teatro a sair do amadorismo, no Porto, personalizava.



Esse Porto que António Pedro ajudou a empurrar para o desenvolvimento teatral e artístico, esse Porto que saiu mais rico dos anos 60 porque um extraordinário artista polivalente por cá passou na sua fulgurante vida de cinquenta e oito anos, esse Porto dizia, agora deve-lhe um parabéns. Que é uma forma de agradecer por ter existido.

E agora, na nossa pequena medida de uma pequena medida, com os que mais personalizam a aprendizagem constante do teatro - os alunos - invoca-se António Pedro pondo em cena António Pedro, usando os seus textos, ensaios e traduções. Como se fosse um jogo de voltar ao passado.


ENCENAÇÃO/DRAMATURGIA
Nuno Meireles

ELENCO
2º ANO DO CURSO SUPERIOR DE TEATRO

Ditulis Oleh : Unknown // 3:30 AM
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