Augusto Boal, encenador, escritor e teórico de teatro, brasileiro de nascença e cidadão do mundo de resto, fala-nos de mecanizações do corpo e também nos fala em mudar o mundo, ou inventar um mundo melhor.
Fala-nos disto no seu livro Jogos para atores e não-atores (que por sua vez é muitos livros dadas as suas sucessivas revisões e edições e anos acumulados de experiências) e considera ele importante que percebamos as mecanizações do nosso corpo e que percebamos outros modos de mover e fazer o que fazemos (ou seja, outros modos de viver).
Coisa esta que liga muito bem com a sua ideia de teatro que muda o mundo. Mudar um corpo e as suas maneiras habituais (tensões, ritmos, formas) é mudar alguém: a primeira etapa para se mudar o mundo. Profundamente revolucionário, porque percebemos que a ditadura começa em nós, na nossa maneira sempre a mesma de ser e agir e agir sobre nós e o mundo.
A verdade é que nos condicionamos. A verdade é também que a liberdade (que começará por liberdade de movimentar, logo de sentir, logo de pensar e logo tudo o resto, mas renovado) começa por nós. E assim como dizia o citado graffiti das paredes de Paris em Maio de 1968 "Encontrámos o inimigo/o inimigo está entre nós/o inimigo somos nós" então nós, o nosso primeiro inimigo, percebemos que também poderemos ser o primeiro degrau de uma revolução.
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Thursday, February 14, 2008
Mecanizações corporais e revolução
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Ditulis Oleh : Unknown // 8:58 AM
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mecanizações
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