Não tenho visto ninguém que saiba aquecer, e isto acontece porque ninguém sabe o que vai fazer e o que é necessário para o que vai fazer.
É claro que isto necessita raciocínio e não nasce de um dia para o outro: aquecer para representar é diferente de aquecer para correr, lutar, nadar... Porquê? porque temos variáveis diferentes e competências diferentes.
Rodar a cabeça, os joelhos, a bacia, um pouco os braços, fazer estiramentos (no chão!) é muito bonito mas não serve a um actor, não é o seu mecanismo, não há uma relação com o que ele fará. Só mexe músculos, nada mais.
É necessário começar a pensar
no espaço
nas outras pessoas
no ritmo
na acção voluntária
na tarefa dada por si próprio
no espectador
É imperioso que eu me desloque no espaço que depois na cena devo atravessar; que eu crie ritmos nos meus movimentos; que eu comece dos pés para a cabeça (pois os pés são o princípio da acção); que eu experimente a amplitude de possibilidades de torções e formas do meu corpo (para estar pronto a produzi-las na cena); que eu imagine sempre qual é o plano que estou a mostrar ao espectador (e que portanto eu imagine onde está o espectador em cada movimento); que eu mostre claramente qual é a minha tarefa/exercício (pois é isso que vou fazer em cena - mostrar); é urgente que eu me mantenha atento e me contenha de distracções durante o aquecimento (pois aí já eu começo a representar).
Rodar articulações com pastilha elástica, ou a conversar para o lado, não é um aquecimento, é uma anedota.
Temos que pensar no que vamos fazer para nos prepararmos.
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Thursday, June 30, 2011
Aquecimento para teatro
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