Wednesday, October 17, 2007

Training específico e Training geral

Ora bem, existe uma preparação do actor (falemos do actor e da sua técnica agora, por instantes, longe da criança e até da expressão dramática) o actor, portanto, precisa e procura uma preparação, e essa preparação se for constante é um treino, a que chamamos, pela internacionalização do termo, training: esse training deverá cobrir as áreas, por assim dizer, mais requeridas (ou mesmo mais queridas) desse actor, que pertence obviamente por sua vez a uma geração de actores, de valores, de técnicas e de culturas diferentes de outros de outros tempos e lugares.

O treino dizia, esse training, poderá ser de duas maneiras: ou o actor está a preparar as suas ferramentas, como um pintor que lava os pinceis ou um violinista faz escalas; ou então prepara-se para algo mais específico, como uma preparação em especial. Chamemos específico a este training; há o geral que é para pôr tudo em ordem e funcional (como um motor que se vá arrancando regularmente para que não gripe) e o específico, que é como que uma preparação desportiva para uma prova em especial (correr pela montanha ou nadar muitos quilómetros).

Não é habitual nem um nem outro training em Portugal. Tem-se algumas luzes à conta da disseminação de Grotowski, de Eugenio Barba e, mais remotamente (em relação a este assunto do treino) de Stanislavski. Uma peça ou uma produção de algum género requererá que se preprare em especial para ela, que se aqueça e treine as suas relações de força, as pulsões que estão mais presentes e até mesmo o conjunto de acções e situações.

Mas, uma vez mais, em Portugal este não é um trabalho nem usual nem popular. No entanto directores inteligentes sabem fazê-lo, sabem que o actor precisa de ser carregado com memórias, que precisa lhe sejam acordadas certas partes dele, (de que a violência e o carinho são exemplos, extremos é certo mas exemplos).

Ditulis Oleh : Unknown // 2:53 AM
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